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Leonor e o Cromossoma do Amor

Este blog serve para vos falar um pouco da nossa vida enquanto pais de uma menina muito especial, pois tem o cromossoma do amor e na realidade foi isso mesmo que ela trouxe à nossa vida: muito amor!

Este blog serve para vos falar um pouco da nossa vida enquanto pais de uma menina muito especial, pois tem o cromossoma do amor e na realidade foi isso mesmo que ela trouxe à nossa vida: muito amor!

Leonor e o Cromossoma do Amor

12
Jan19

O Dia "L" - A Perspectiva do João

Neuza

No sábado de manhã fomos à praia e estava tudo tranquilo durante a manhã.

Por volta da hora de almoço, a Neuza disse-me que não estava bem e que queria ir para casa. Fomos então para casa, tomámos um banho e depois disso, disse-me que queria ir ao hospital para que lhe dessem algo para acabar com a azia e assim foi.

Quando lá chegámos, ela entrou no Bloco de Partos e eu fiquei cá fora à espera, o tempo parecia não passar. Voltou para o pé de mim para ir fazer análises e nessa altura eu pude acompanhá-la e lá estivemos mais uma hora à espera.

Após esse tempo, foi novamente chamada pelo médico e estive por volta de mais meia hora à epera dela. Eis que, ao fim de mais esse tempo, ela me apareceu vestida com uma bata branca (eu até pensei que era um médico,mas não era mesmo a Neuza) com os pertences na mão e disse-me que ia lá ficar e que a Leonor ia nascer naquele dia. Confesso que fiquei sem reação, pois estava mentalizado que seria dia 31 e não naquele momento. Fui então buscar a mala ao carro e entregar-lha e liguei para os meus pais e sogros a informar que a pequena Leonor ia nascer antes da data marcada.

Estive com a Neuza no quarto do bloco de partos até ela ir para dentro para o bloco cirúrgico. Aí sim, o tempo demorou a passar e fiz quilómetros naquele hospital, até que perto da 1h da manhã passou uma enfermeira. Uma senhora que lá estava também à espera que o neto nascesse foi-lhe perguntar se ele já tinha nascido e eu aproximei-me também para saber das minhas meninas, ao que ela responde à senhora que o neto ainda não tinha nascido. De seguida, olhou para mim e disse: "A sua filha já nasceu". Fiquei ansioso por a conhecer e algum tempo depois, finalmente me deixaram entrar. E lá estava a Neuza e a princesa já ao lado dela. 

Isto tudo se passou das 17h até à 1h30 da manhã. Quase 9h de ansiedade naquele hospital.

Estive com elas no quarto do bloco de partos até quase às 3h da manhã, a Neuza ia passar lá a noite mais a nossa bebé porque a cesariana não tinha corrido tão bem como esperado, devido à Neuza ter passado mal durante a mesma.

Entretanto, estava na hora de voltar para casa, agora sozinho, mas de coração cheio e ansioso por voltar no dia seguinte para as ver.

E assim começou um novo capítulo da nossa vida.

João

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11
Jan19

O Dia "L"

Neuza

Estavamos a 28 de Julho de 2018, eu tinha acordado mais ou menos bem disposta (para quem não comia sólidos há 2 dias, só conseguia ingerir líquidos e até a água já estava a tornar-se insuportável para mim, pois a azia teimava em não passar) e decidimos ir com uns amigos à praia. Durante a manhã tudo correu pelo melhor. Eu achava imensa graça ao facto da Leonor ser uma bebé muito mexida, mas assim que eu tocava com os pézinhos na água deixava de a sentir imediatamente. Só voltava a  dar ar de si quando eu me estava a secar na toalha. Até aqui tudo muito bem, nada de diferente.

Tudo mudou por volta das 13h. Comecei a sentir-me super mal disposta, com dores nas costas, sem posição para estar (ainda tive um dos nossos amigos a fazer-me massagens nas costas que me sabiam pela vida, mas ainda assim quando ele parava tudo voltava ao mesmo) e a azia...ai a azia não me largava e eu sentia que a cada segundo estava pior.

Pedi ao João para me levar para casa, eu não estava bem, só queria tomar um bom banho e deitar-me na cama. E assim fiz, deitei-me enrolada na toalha do banho porque nem força tinha para me vestir. Cochilei um pouco, o tempo do João tomar o seu banho e aproveitar que eu estava a descansar para ir pôr gasolina no carro.

Quando chegou (por volta das 17h) eu já estava acordada, mas cada vez a sentir-me pior. Lembro-me de lhe dizer: "Olha vamos para o Hospital, às urgências, que eu já não aguento esta azia, já não dá mais, Têm de me dar algo para me aliviar nem que seja intravenoso e depois que me mandem para casa!" E lá fomos.

Cheguei ao Hospital e fui logo chamada para a triagem (tive pena porque nas urgências não deixaram o João entrar comigo). É claro que a enfermeira me disse logo que a azia não é uma urgência, pois eu sabia que não e automaticamente (depois de ela me dizer aquilo) as lágrimas começam a correr-me pela cara abaixo e disse-lhe que já estava desesperada. Expliquei-lhe toda a situação: do facto de não conseguir comer, beber e até dormir. Ela mediu-me a tensão que estava altíssima, o que estranhei logo porque eu costumo ter sempre a tensão até mais para o baixo, mas ela não se manifestou e como tal acabei por não dar importância.

Pouco tempo depois o médico chama-me, vê-me e olha para os valores da minha tensão e não gostou muito do que viu e por isso mesmo mandou-me fazer um estudo de tensões, ou seja, durante um determinado período de tempo e de x em x tempo era-me medida a tensão. Como após esse teste a minha tensão teimava em não baixar, o médico quis que eu fizesse umas análises sanguíneas e lá fui eu, aí já acompanhada pelo João. Tivemos 1h no corredor à espera dos resultados.

Após esse tempo, o médico vem ter comigo ao corredor, pediu-me para entrar novamente para conversarmos e mais uma vez o João não pôde ir comigo.

Quando entro no gabinete atrás dele, tenho mais 2 médicos a olhar para mim. Um deles levanta-se, vem ter comigo cumprimenta-me e apresenta-se. Explica-me que esteve a ver os exames que eu tinha acabado de fazer e que a minha tensão estava muito alta (início de pré-eclâmpsia) e que a nível das análises sanguíneas eu tinha os parâmetros hepáticos (fígado) todos alterados. Que aquilo que eu tinha era chamado de Síndrome de Help e que eu iria voltar a ficar bem, que todos valores voltariam a normalizar assim que a Leonor nascesse e como tal eu não iria para casa, ia ficar lá e a cesariana seria realizada ainda naquele dia. Fiquei, por momentos, em choque. A partir desse instante e apesar de se passarem várias horas, a mim pareceu-me tudo muito rápido.

Não me deixaram ir ter com o João e dar-lhe a novidade sem antes me despir e vestir a bata. Quando chego ao pé do João, de bata, ele nem queria acreditar, a expressão dele mudou, percebi que tinha ficado apreensivo. Olho para ele e digo-lhe: "Amor as minhas análises não estão bem, o médico diz que o que tenho só vai passar quando a Leonor nascer e como tal ela vai nascer hoje, vou cá ficar e vão-me fazer a cesariana. Preciso que vás deixar as minhas coisas ao carro e que tragas o kit para a recolha das células estaminais e a mala que está pronta para o bloco de partos!" O João ficou branco e percebi que se sentia perdido, mas não se demorou, pegou nas coisinhas, foi fazer o que lhe pedi e apareceu ao pé de mim no bloco de partos.

Quando chegou eu já estava instalada num quarto, já me tinham colocado a soro e o médico estava a explicar todo o procedimento e a dizer-me que ainda havia uma senhora também para cesariana de urgência antes de mim e que eu iria ficar ali no quarto e depois seria a minha vez. Enquanto esperava fiquei a ver televisão e lembro-me que tive vontade de fazer xixi, mas não me deixaram sair da cama, veio uma auxiliar com uma arrastadeira e lembro-me que eu e o João nos rimos imenso enquanto eu fazia o meu xixizinho, isto porque a sensação que eu tinha é que não estava a acertar com aquilo e que estaria a urinar-me toda, a mim e à cama, mas não, acertei em cheio (ahahahah).

Passado uns minutos comecei a ter contrações e a utilizar aquilo que tinha aprendido nas aulas de preparação para o parto e quando o médico me veio ver ficou impressionado com a quantidade de contrações. Sou sincera, já não me lembro ao certo das dores que senti, mas não achei que fossem nada de especial. Sim, são dolorosas, mas para quem tinha dores menstruais como eu tinha, achei que era muito parecido. No entanto, quando me vinha uma contração, o João estava proibido de comunicar comigo...eu só queria silêncio nesses momentos.

E por fim, chegou a nossa hora. Não deixaram o João assitir e eu senti-me um pouco sozinha. Levaram-me para o bloco cirúrgico e deram-me a raquidiana (uma espécie de epidural). Rapidamente deixei de ter a perceção da dor. O nosso momento ia começar ali, mas para mim não estava a começar muito bem. Comecei a vomitar compulsivamente, o médico já se queixava porque estava a atrapalhar o trabalho dele, mas eu não conseguia controlar. E, às 00:07, de dia 29 de Julho de 2018, com 2.900 kg e 46 cm, oiço o choro da minha bebé pela primeira vez. Um choro bem forte, que me soube tão bem ouvir como quando ouvia o seu batimento cardíaco nas ecos. Aliás, soube-me tão melhor. Ali, naquele instante, a nossa vida mudou para sempre. Éramos pais! O nosso sonho tinha, literalmente, acabado de nascer.

Meteram-na ao pé de mim, olhei para ela, era linda, a bebé mais linda de todos. Tinha medo de não ter logo uma conexão com ela, de não sentir a ligação de mãe-filho no imediato, mas fui inundada por um amor gigante por aquele ser tão pequenino!

Tudo poderia ser perfeito, não fosse eu continuar a vomitar. Queriam mandar-me para os cuidados intensivos. Se eu fosse, a Leonor não poderia ir comigo e teria de ir para a neonatologia, mas como não havia vagas para mim, passei a noite no Bloco de Partos para vigilância. Como de manhã eu já me encontrava melhor, fomos então as duas para a enfermaria, juntinhas.

E começou assim a nossa jornada familiar.

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10
Jan19

O Terceiro Trimestre

Neuza

O último trimestre chegou e confesso que este não foi tão simpático como os outros.

Eu, mesmo sem estar grávida, tenho má circulação e, principalmente no Verão, faço imensa retenção de líquidos, então grávida com uma barriga gigante dá para imaginar não é? Sim, tinha dois trambolhos onde deveriam estar duas pernas e dois pés.

A azia, essa voltou em altas, foi terrível. Tive de começar a fazer medicação, mas a mesma também não resultou (e atenção que fiz mais do que um tipo de medicação). Também fiquei com anemia e tive de começar a fazer ferro, para além do ácido fólico e do iodeto de potássio que já fazia desde o início da gravidez.

Neste trimestre estava bem era deitadinha e, apesar de ter imenso sono desde o início da gravidez, neste trimestre era inexplicável, quase que nem me podia sentar que acabava a dormir.

Fizemos a ecografia do último trimestre às 31 semanas. Ficava sempre super ansiosa por ir ver novamente a minha filha. Adorava. Já que ainda faltava um bocadinho para a ter nos meus braços, era assim que matava as saudades. Ela estava ótima, forte, grande e o batimento do seu coraçãozinho, sempre tão rápido e forte, era música para os meus ouvidos. Foi nesta ecografia que descobrimos que a nossa Leonor estava sentada, ainda não tinha dado a volta e por isso a minha obstetra marcou uma nova ecografia para dali a umas semanas para verificarmos se a rapariga continuava sentadinha ou se dava a cambalhota.

Por esta altura, eu e o João, já imaginavamos como seria a nossa princesinha. Seria parecida com quem? Teria o feitio de quem? Tantas vezes a imaginamos, conseguiamos fazer um desenho perfeito dela na nossa cabeça, era um quadro lindo. Para já não sabiamos responder ainda a essas perguntas, mas de uma coisa tinhamos a certeza absoluta: iamos ser tão, mas tão felizes!

Às 32 semanas fui levar a vacina da tosse comvulsa. Agora é da praxe, todas as grávidas levam e não me custou absolutamente nada, nem fiquei com o braço inchado ou com qualquer tipo de dor, foi muito tranquilo.

Neste trimestre fizemos a sessão fotográfica da nossa gravidez, que eu adorei, senti-me uma verdadeira rainha, que exibia a sua barrigona com o maior orgulho. Foi também neste trimestre que um grupo de amigos nossos se juntou e nos preparou um Chá de Bebé surpresa, foi super especial, divertimo-nos imenso e a nossa pequena recebeu imensos miminhos dos "tios" e "tias" todos.

Às 34 semanas voltamos para fazer a nova ecografia que iria ditar o tipo de parto. A Leonor continuava sentada e a minha médica acreditava que ela já não conseguiria dar a volta e eu sentia que era verdade, ela estava demasiado confortável. Claro que a opção que tínhamos era uma cesariana. Não fiquei muito contente porque sempre quis um parto normal, mas o mais importante era ter a minha menina saudável nos meus braços. E fui começando a mentalizar-me disso.

Eu por esta altura já sentia a barriga muito pesada e falei com a minha médica para marcarmos a cesariana para as 38 semanas, eu não ia aguentar até às 40. E assim foi. A Leonor estava prevista para o dia 12 de Agosto de 2018 e a cesariana ficou marcada para dia 31 de Julho de 2018.

Por esta altura fui fazer as análises sanguíneas normais e o chamado "exame do cotonete" em que é feita uma colheita com uma zaragatoa (uma espécie de cotonete de grandes dimensões) na zona do ânus, vulva e vagina, para percebermos se eu teria determinado tipo de bactérias presentes (Streptococcus do Grupo B). Caso tivesse, na altura do parto teria de fazer um antibiótico para adormecer as mesmas (o objetivo não é matar estas bactérias pois elas fazem naturalmente parte da nossa flora normal, não sendo obrigatório tê-las) e estas não infetarem o bebé.

Os resultados das análises mostravam que estava tudo bem (como sempre esteve desde sempre) e o resultado da microbiologia (o estudo das tais bactérias que eu referi à pouco) deu negativo, ou seja, eu não possuia esse tipo de bactérias e portanto não precisava de fazer o antibiótico no parto.

A partir das 35 semanas, foi horrível. A azia tinha-se intensificado e era cada vez mais difícil para mim comer, dormir e até beber água. tudo o que eu ingeria me provocava mais e mais azia. Tentei aguentar o máximo que consegui, sem dormir e a comer e beber apenas o indispensável.

E assim, ao fim de quase mais ou menos 20 kg, eis que chegou o dia de darmos as boas vindas ao nosso mundo, de conhecermos a nossa princesa.

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10
Jan19

O Segundo Trimestre

Neuza

O segundo trimestre foi espetacular! Nada de enjoos nem de azia, foi literalmente um sonho.

A barriguinha parecia crescer de dia para dia, o que era lindo e o meu peso também aumentava de dia para dia, o que de lindo nada tinha, mas o que interessava é que o meu bebé estava bem.

Comecei a sentir o bebé bem cedo. Ao início parecia como se tivesse uma borboletinha a dar às asas na minha barriga bem ao de leve, depois começou a parecer que tinha uma lagarta a movimentar-se dentro de mim e por fim percebiam-se perfeitamente os seus movimentos.

Às 20 semanas, fomos fazer a ecografia morfológica, onde é feito um estudo intensivo e exaustivo do bebé. São medidos todos os ossinhos e contados (no caso das mãos e dos pés), bem como os órgãos internos, é avaliado o coração ao pormenor, os rins, bexiga, tudo...estava tudo bem com o nosso bebé, ele estava ótimo. Aliás, elaaaaa. Sim, nesta ecografia ficamos a saber que o nosso mundo ia ser rosa. Ficamos tão felizes. O João então começou a pensar em coleccionar armas para quando chegasse a altura dos namoricos. Neste dia, tudo se tornou ainda mais real. Agora já não era apenas o bebé, era a nossa menina, a nossa Leonor.

O nome dela já estava escolhido antes mesmo de eu engravidar ou de pensarmos em engravidar porque era um nome que ambos gostavamos (o que foi ótimo, visto que não concordamos em mais nenhum e se fosse um rapaz ia ser bem complicado escolher, pois não temos nomes que gostemos em comum).

Às 23 semanas fomos fazer uma eco 5D. Conseguimos ver a nossa menina ao pormenor, era lindaaaa e confirmamos que era mesmo uma menina (ahahahahah). Neste dia levamos a minha avó e a minha mãe connosco para assistir. Lembro-me de ver os pezinhos dela e achar que eram pezões como os do pai e também do facto da minha mãe referir que o narizinho era parecido com o meu. Emocionamo-nos bastante, os 4. Eu e o João estavamos a viver uma felicidade plena.

No fim deste trimestre fui fazer os exames para despiste da diabetes gestacional. Foi horrível, passei super mal, aquele "xarope" que nos dão a tomar é demasiado doce para quem está em jejum e eu só me apetecia estar deitada porque estava mesmo muito mal disposta. Mas aguentei-me firme. Poucos dias depois tinha o resultado e estava tudo ok connosco e nada de diabetes.

A nossa gravidez continuou a correr sem precalços, a nossa bebé continuava a crescer forte e saudável e sempre com um percentil grande.

A minha barriga também continuava a crescer (e bem) e assim se passavam as semanas e os meses e quando demos conta (mais ou menos 15 kg depois) entramos no terceiro trimestre.

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09
Jan19

O Primeiro Trimestre

Neuza

Com o tempo aquelas dores chatas que eu sentia foram passando, a minha médica disse serem normais, o útero estaria a habituar-se à minha nova condição.

O primeiro trimestre começou mal no sentido em que fui despedida do meu trabalho (nem vou comentar as razões que me foram apresentadas porque não vou perder tempo com coisas sem sentido nenhum) e como é óbvio eu sabia que grávida não ia conseguir arranjar trabalho e tinha razão. Fui a algumas entrevistas, mas assim que mencionava o facto de estar grávida já não servia. No entanto, aquilo que parecia ser mau (pois as minhas contas continuavam as mesmas, mas agora vinha aí um bebé, primeiro filho e que precisava de tudo), não foi de todo porque consegui preparar tudo com tempo e calma e usufrui muito desta gravidez e deste bebé.

Este aspeto foi o único "mau" porque na realidade foi o melhor que me podia ter acontecido.

De resto, estes primeiros três meses correram super bem. Tive uns leves enjoos que teimavam em aparecer, mas apenas à noite e não era nada de transcendente, era como uma má disposição que aparece quando comemos muito. Tive alguma azia, mas que passava rapidamente.

Fiz uma primeira ecografia para datação da gravidez e confirmamos que o nosso bebé estava na minha barriguinha a crescer, parecia um morceguinho e eu estava grávida de 8 semanas como já suspeitavamos. E ouvimos o coraçãozinho dele pela primeira vez, vieram-me as lágrimas aos olhos, batia tão rápido, foi super emocionante.

Depois, às 12 semanas, voltamos a ver o nosso bebé. Não deixou ver o seu género, mas também não tinhamos preferência, queriamos o que todos os pais querem, que viesse com saúde. Nesta ecografia, o nosso bebé já se parecia sim com um verdadeiro bebé, já não parecia um morceguinho. Nesta ecografia, avalia-se a transluscência da nuca, este exame serve para medir a quantidade de líquido na região da nuca do feto, calculando-se assim o risco do bebé apresentar alguma malformação ou síndrome. Quando estas estão presentes, o feto tem tendência a acumular líquido nessa região, por isso, se esta medida estiver aumentada (>2.5 mm), significa que pode haver alguma alteração no seu desenvolvimento.

O valor do nosso bebé estava dentro da normalidade (=1.56 mm) e tudo no nosso bebé estava ótimo. É também nesta altura que fazemos um rastreio bioquímico (análises sanguíneas) para uma possível deteção de trissomias. Foi-nos logo avisado que são apenas percentagens, mas que são testes fidedignos. O nosso rastreio deu negativo, o nosso bebé tinha percentagens muito pequenas em relação a trissomias (1/7218 para trissomia 21 e 1/20000 para as trissomias 13 e 18), o que nos descansou, estava tudo a correr bem.

O tempo ia passando e o nosso bebé ia crescendo, a minha barriga cresceu bastante logo desde cedo, parecia que estava de mais tempo do que o que realmente estava, mas estavamos muito felizes.

E quando demos conta já estavamos no segundo trimestre.

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09
Jan19

Quando 2 se tornam 1

Neuza

O João sempre me tinha dito que gostava muito de ser pai e que queria ter 2 filhos, ambos concordavamos que não queríamos filhos únicos, pois eu fui filha única durante quase 9 anos e não gostei nada desses anos de "solidão". Também já me tinha referido que gostava de ser pai antes dos 30 anos (não foi antes, mas foi aos 30).

Confesso que ele quis ser pai, antes de eu ter sentido que queria ser mãe. Dizia-me muitas vezes que se estavamos a pensar ter mais de um filho não podiamos esperar muito pois não queria que fossemos pais tardiamente e então depois de muita insistência dele comecei a ficar motivada, comecei a sentir a vontade de ser mãe e tornou-se um sonho gigante: sermos pais!

Então, após termos feito meio ano de casados, por volta de novembro desse ano, decidi que ia à minha médica ver se estava tudo bem comigo, fazer análises, ecografia, tudo o que a médica aconselhasse para ver se podíamos avançar sem receios. O João fez o mesmo, também foi ver se estava saudável.

Fizemos os exames que nos foram mandados fazer e estava tudo ótimo connosco. Como tal, decidimos que iriamos começar a tentar no ano seguinte. E assim entramos em 2017.

Não começamos a tentar logo no início do ano como tinhamos combinado porque o João teve um problemazito (nada grave, pelo contrário, até bastante comum), mas que implicou uma cirúrgia e como tal dediquei-me a ele e à sua recuperação. Eu também tive um precalço e tive de andar a tomar medicação e este nosso sonho foi adiado uns 2 mesitos.

Entretanto, começamos a tentar engravidar na primavera, sem pressões. Não somos daqueles casais que andam muito ansiosos ou a contar dias para ver qual o(s) nosso(s) dia(s) de maior fertilidade, nada disso, aconteceria quando tivesse de acontecer, até lá aproveitamos imenso a nossa vida como casal. E não, não engravidamos logo, levou uns meses para que acontecesse.

Chegamos ao fim do mês de Novembro. A menstruação era suposto aparecer no início de Dezembro, mas eu sempre sofri imenso com o aparecimento da mesma. Duas semanas antes de menstruar, tinha sempre imensas dores nas mamas e começava logo com dores a nível do baixo ventre, mas dores horríveis, muitas vezes era até custoso estar de pé e andar e nesse mês não foi diferente. Tive todas essas dores, mas com algumas alterações.

As dores a nível do baixo ventre, nesse mês, fixavam-se apenas num dos lados e não apanhavam toda a zona do mesmo e as dores nas mamas vieram acompanhadas de algo muito estranho, mas que não liguei apesar de não ser comum em mim: eu tinha duas pedras em vez de mamas. Era essa a sensação que eu tinha, de tão duras que elas se encontravam, mas como tinha todos os síntomas de que vinha aí a menstruação, apesar das pequenas alterações desse mês não desconfiei.

Já não me lembro ao certo do dia em que era suposto que a menstruação viesse, mas sempre fui muito certinha e sei que nesse dia ela não apareceu, óbvio que achei que tinha de haver qualquer coisa, no entanto, continuava com as minhas dores e por isso apenas achei que fosse um atraso.

No dia seguinte, ao fim do dia, ela teimava em não aparecer e eu continuava com as minhas dores, mas decidi que ia fazer o teste e assim foi. Depois de um dia de trabalho, à tardinha lá fui eu fazer o teste, estava sozinha em casa e convicta de que seria só um atraso. Fiz o teste, deixei-o no wc e fui para a sala ver TV e esqueci-me do mesmo.

Quando me lembrei dele fui então ver o que ele tinha para me dizer e lá estava um belo de um positivo. Não podia ser, era um engano, eu estava cheia de dores e portanto achei que devia fazer mais 3 testes, todos diferentes, pois não fosse estarem todos errados: sim, é verdade, eu fiz 4 testes!!!! E todos, de imediato deram positivo.

Durante uns segundos fiquei a olhar para aqueles 4 testes e comecei a chorar compulsivamente. Não conseguia falar, só chorava! Se não estava feliz? Claro que estava, mas era uma mistura de sentimentos. Agora era real, nós iamos ser pais, a nossa vida ia mudar por completo. Eu estava feliz, mas ao mesmo tempo estava assustada, começaram a aparecer várias questões na minha cabeça: "Será que vou conseguir?"; "Será que vou ser uma boa mãe?"; "Será que vou conseguir dar a este bebé tudo o que ele precisa?"; "Será que o vou conseguir educar, dar-lhe uma boa educação?"...Será que...? Será que...? Enfim, todas estas questões não paravam de se apresentar na minha cabeça. A sério que gostava de ter usufruído deste momento de outra forma, mas foi assim que vivi o momento, a chorar baba e ranho.

E o que é que a Neuza faz a seguir? Contar ao João? Nada disso...a chorar como se o mundo estivesse para terminar, eu decidi ligar à minha mãe a pedir socorro (sabe-se lá do quê e para quê), mas ela não me atendeu. Então decidi ligar para uma grande amiga com a qual eu trabalhava e quando ela atende e me vê naquele pranto, do outro lado do telefone diz em pânico: "O que se passa? Aconteceu alguma coisa ao Balu? (o meu único "bebé" até então) Queres que eu vá ter contigo?". E entre lágrimas e soluços lá conseguir dizer: "Estou grávida!"

Do outro lado ouvi um grito de felicidade, a minha amiga delirou, começou a dar-me os parabéns e a tentar acalmar-me. No meio de toda aquela euforia da parte dela, recebo uma chamada da minha mãe e desligo a chamada dela para atender a da minha mãe.

A minha grande mãe, não consegue perceber nada do que eu lhe estou a tentar dizer porque na realidade eu também não consigo falar porque continuo num choro inexplicável. A minha mami começa a ficar preocupada do outro lado pois pensa que algo me aconteceu e que foi grave.

No meio daquela loucura, lá consegui dizer: "Oh mãe, estou grávida!" e retorno o meu choro. Resposta da minha mãe, sempre muito prática: "Ah, que bom! Então e estás a chorar porquê Neuza? Não é bom?" Claro que é bom, eu sabia que era, mas não conseguia parar e continuava sem conseguir falar, do outro lado a minha mãezinha era presenteada apenas com um pranto que nem é bom lembrar (ahahahahah) e como tal diz-me: "Olha Neuza, eu vou desligar e já te ligo". Assim que ela desliga, não sei bem como, devo ter ficado em choque com o facto de me ter desligado o telefone, parei de imediato de chorar, já nem soluçava.

Voltou a ligar-me uns 15 minutos depois e diz-me: "Então já estás mais calma?" Sim, na realidade resultou  e estivemos a conversar um bocadinho. Falei-lhe dos meus medos e ela e depois o meu pai conseguiram acalmar-me o coração. Depois de falar com eles, fiquei numa felicidade imensa e pensei, vamos lá viver este sonho.

De seguida pensei como ia fazer para contar ao João e tive a ideia de lhe comunicar a Boa Nova através de uma carta, mas não seria uma carta qualquer, iria ser escrita em nome do nosso bebé, seria uma carta do bebé para o papá a informar da sua chegada na vida dele. E assim fiz.

Quando o João chegou a casa, cumprimentei-o e disse-lhe que tinha chegado uma carta para ele e entreguei-lha.

A cara dele a ler a carta não tem explicação, não foi nada do que eu imaginei. Parecia que estava a ler um texto em que estavam a gozar com a cara dele e no fim pergunta-me: "Isto é sério?" Eu ainda olhei para ele para ter a certeza que ele estava mesmo a fazer aquela questão e ele estava mesmo. Só consegui responder algo como: "Não, não tinha nada para fazer enquanto não chegavas e decidi escrever essa carta!...É claro que é verdade João!" e as lágrimas voltaram, voltei a não conseguir falar, mas ali, naquele instante, ele percebeu que era mesmo real e abraçou-me.

E assim começou a nossa aventura como futuros papás.

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09
Jan19

O Nosso Dia

Neuza

Desde que marcamos a data do nosso casamento, que percebi na perfeição ao que a minha mãe se tinha referido. Nunca imaginei que a preparação de um casamento desse tanto trabalho. O marcar a data foi super fácil, visto que marcamos com 1 ano e 1 mês de antecedência, encontrar a Quinta onde fizemos a festa também foi fácil devido a estarmos a agendar tudo com bastante tempo, mas o "pior" veio depois.

Tratar de: convites, entregá-los, da decoração da Quinta, das flores para a Igreja (sim, eu não abdiquei de casar pela Igreja, acredito em Deus e só assim faria sentido para mim e o João, que é agnóstico,  aceitou e fez isso por mim) e do bouquet, do vestido e dos acessórios, das lembranças, da Lua-de-Mel, das alianças, do bolo e dos bonecos do mesmo, da animação, das músicas que queríamos para determinados momentos, do fotógrafo, do cabeleireiro e da maquilhagem, da logística que era deixarmos o nosso gatinho - o Balu - em casa a ser cuidado por uma amiga. Enfim, tudo tinha de correr bem e estar perfeito. É claro que nem tudo correu como gostaríamos, tivemos que trocar umas ideias que tinhamos por outras, mas no fim tudo correu bem e conseguimos ter tudo pronto a tempo do nosso grande dia.

Um ano tinha passado e chegamos ao dia 11 de Junho de 2016, aquele que viria a ser um dos dias mais felizes da minha vida. Foi um dia tão feliz e tão especial, que digo muitas vezes que voltava a casar, isto sem termos todo o trabalho que tivemos.

Confesso que não dormi nessa noite, estava muitooooo ansiosa, ia concretizar um dos meus maiores sonhos e queria que tudo estivesse perfeito. Acordei cedíssimo - 5h da manhã - o casamento estava marcado para as 11h. Eu e as minhas damas de honor, bem como a minha irmã, mãe e avó lá fomos para o cabeleireiro onde nos pentearam e maquilharam. Estavamos lindas, pareciamos todas umas princesas.

Eu estava desejosa de vestir o meu vestido. Não demorei muito para o escolher, foi amor à primeira vista e assim que o experimentei não quis mais nenhum, disse mesmo para a senhora da loja: "Pode trazer-me os que quiser para eu experimentar, mas eu não vou querer mais nenhum, eu sei que é este!" E ela trouxe, eu experimentei-os, mas tal como tinha dito, o meu coração já tinha escolhido aquele que seria o vestido com o qual eu me iria apresentar ao meu futuro marido e eu também sabia que ele ia gostar tanto dele como eu.

Depois de sairmos do salão, lá fomos nós, acabar de nos arranjar para esta grande celebração que seria ver o João no altar, a casar! (Ahahahahahah)

Eu estava cada vez mais nervosa. Ainda me lembro da minha mãe querer que eu comesse, mas eu não conseguia, nada descia, o que eu queria era chegar rapidamente à Igreja e ver que o João estava lá à minha espera, que estava no altar pronto para me receber, para fazer de mim sua mulher. Iamos ser um do outro para toda a vida.

Como, supostamente eu não conseguia comer e depois de tanto insistir, a minha querida mãe achou por bem que me devia obrigar a comer e quando dou por mim já tenho um queque praticamente colocado junto à epiglote, ora portanto, mãe sendo mãe. Conseguiu (deste modo, mas conseguiu) que eu comesse.

Depois das fotos da praxe em casa dos pais, eis que está na hora de sairmos e de nos deslocarmos até à Igreja. O meu momento estava prestes a acontecer e eu continuava com medo que o João desistisse à última da hora.

As minhas meninas estavam todas alinhadinhas e eu de braços dados ao meu pai e à minha mãe. Sim, eu entrei na Igreja com os dois, para mim é assim que faz sentido, ambos me criaram e educaram, ambos me iam entregar ao homem que comigo iria começar a formar uma nova família.

E lá estava ele no altar à minha espera, estava um pouco emocionado e confesso que gostei muito de ver isso, mas ainda gostei mais foi de ver que efetivamente ele não tinha fugido, ele estava ali para me receber dos meus pais.

A cerimónia foi lindaaaaa, estivemos sempre de mãos dadas, não conseguíamos parar de sorrir um para outro. A cerimónia terminou, mas a festa continuou.

E continuou até bem tarde, foi um dia especial onde tivemos rodeados de quem mais amamos: família e amigos.

Adorei ver o João neste nosso dia a divertir-se imenso. Via-se que ele estava a aproveitar cada segundo e que estava muitíssimo feliz. Aliás, estavamos os 2.

Chegamos ao quarto de hotel onde passamos a nossa Noite de Núpcias, estafados. O dia passou a correr (e acabou bem tarde). Levamos imenso tempo para o preparar e depois puf, já está.

Mas valeu cada esforço nosso, cada correria.

E assim começava o primeiro dia da nossa vida em comum, como marido e mulher. Estavamos casados.

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09
Jan19

A Surpresa

Neuza

A nossa vida a dois sempre correu super bem.

O João sempre me ajudou imenso nas tarefas de casa, somos mesmo parceiros.

É incrível como desde que partilhamos casa, notamos que apenas com um simples olhar, conseguimos saber exatamente o que o outro está a pensar.

Em Abril de 2015 (não sei precisar a data, mas sei que foi num dia de trabalho), o João foi deixar-me ao meu local de trabalho. Ele nunca foi um cavalheiro, nem sequer liga ao simples facto (por exemplo) de deixar uma senhora passar à sua frente como quando entramos em casa, é que nem a porta segura. Nesse dia estranhei o facto de me ter vindo abrir a porta do carro.

Só conseguia pensar que ele devia ter feito algo que me pudesse magoar, ele estava sério e para piorar a minha taquicardia que já se fazia sentir, eis que se ajoelha. Com isto tudo, ainda assim, a única coisa que me passa pela cabeça é que aquilo que fez foi sério e eu não estava preparada para uma situação grave antes de entrar ao trabalho.

É de referir também que o João não é de todo um homem romântico, e como tal ver toda aquela situação preocupou-me bastante. Que teria feito ele?

Com isto estica-me a mão e entrega-me um saco pequenino, para o qual confesso que nem olhei. Não conseguia tirar os olhos dele.

Pediu-me para o abrir e eu em modo automático e completamente submissa ao que ele me estava a pedir assim o fiz, mas mais uma vez nem reparei no saco (se o tivesse feito, penso que teria percebido na hora o que estava prestes a acontecer).

Lá dentro encontrei uma caixinha e percebi que era de uma ourivesaria. Abri e lá dentro um anel super simples (tal como eu gosto) e com uma pedra linda. Assim que pego nele e o tiro da caixa, a única frase que me saiu foi: "Mas o que é isto?". Pensei que ele ainda podia estar a brincar comigo, porque como já referi ele nunca mostrou interesse em casar, aliás ele dizia mesmo que não queria, que não fazia parte dos seus planos.

Nesse instante, o João pegou na minha mão e de joelhos (como já se encontrava, não se tinha movido desde então) no meio do parque de estacionamento do meu local de trabalho ele diz: "Queres casar comigo?"

Antes de qualquer resposta minha, penso que a minha cara devia estar com uma expressão impagável e quando consigo falar o que é que me saiu? Não, não foi um sim, nem foi um não. Só consegui perguntar se era a sério e se ele tinha a certeza do que estava a pedir e do que estava a fazer? A resposta não podia ser mais rápida: "Sim, tenho...Queres?"

Claro que respondi que sim, comecei a tremer com a adrenalina, encontrei um sorriso de orelha a orelha na minha cara, é que mesmo que quisesse não conseguia disfarçar. Lembro-me que liguei logo para a minha mãe a contar a novidade e que lhe perguntava de 2 em 2 minutos: "E agora?" E ela respondeu-me: "Então agora vamos preparar tudo e prepara-te que vais ter muito trabalhinho".

Na altura nem quis saber muito bem o que ela queria dizer com isso de ir ter muito trabalhinho, estava demasiado feliz para pensar nisso, mas logo logo ia descobrir do que ela falava.

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09
Jan19

O Início de um "Nós"

Neuza

Foi no liceu que conheci o João.

Não fui logo com a cara dele, pelo contrário, não lhe achava graça nenhuma e ele parecia não se esforçar para que a minha opinião mudasse, mas o grupo de amigos era o mesmo e como tal tinhamos de conviver muitas vezes.

Tudo mudou, numa altura da minha vida de adolescente, em que passei por um período mais complicado e quem esteve lá para mim foi ele, o João. Mostrou ser um grande amigo, um grande apoio para mim. Esteve sempre lá para mim, a apoiar-me e a dar-me força e quando dei conta estava apaixonada. A cereja no topo do bolo, como se costuma dizer, foi o facto de ter descoberto que o sentimento era recíproco e como tal, no dia 1 de Novembro de 2007 (feriado - Dia de Todos os Santos - parecia um sinal), começamos o nosso "Nós".

Tinha tudo para dar errado, para não resultar, era isso que eu pensava na altura, porque eramos muito diferentes (o que vim a descobrir que é um complemento, ele completa-me e como tal desde o início que tinha tudo para dar certo) e para ajudar, desde início estivemos sempre físicamente separados devido à sua profissão. Estavamos sempre em pontos opostos do país.

Este facto que pensei que poderia ajudar a que o nosso sonho terminasse rapidamente, mostrou-nos que afinal nos amavamos mais do que aquilo que pensavamos, pois na realidade a nossa relação só cresceu, amadureceu e ao fim de quase 12 cá continuamos juntinhos.

No fim de 2012 terminei a minha licencitura e no início de 2013 arranjei trabalho e mais uma vez foi longe dele, mas o destino nesse ano resolveu que estava na hora de nos amarmos pertinho um do outro, de nos juntarmos e o João conseguiu vir para pertinho de mim e começou a nossa aventura a partilhar casa, fomos viver juntos. Confesso que os primeiros tempos em que partilhamos o mesmo espaço foi muito complicado, mas com o tempo lá nos acertamos.

O João sempre tinha mostrado o seu desinteresse em casar, apesar desse ser um dos meus maiores sonhos, mas numa vida em comum ambos temos de ceder em determinadas coisas e como tal eu própria fui perdendo essa ideia e assim fizemos a nossa vida juntinhos de mãos dadas.

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