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Leonor e o Cromossoma do Amor

Este blog serve para vos falar um pouco da nossa vida enquanto pais de uma menina muito especial, pois tem o cromossoma do amor e na realidade foi isso mesmo que ela trouxe à nossa vida: muito amor!

Este blog serve para vos falar um pouco da nossa vida enquanto pais de uma menina muito especial, pois tem o cromossoma do amor e na realidade foi isso mesmo que ela trouxe à nossa vida: muito amor!

Leonor e o Cromossoma do Amor

21
Jan19

A Minha Corajosa

Neuza

Hoje foi dia da Leonor ir fazer análises para verificarmos como estão os parâmetros sanguíneos e percebermos como está a tiróide dela.

Estas análises estavam marcadas desde o início de Dezembro, mas só no fim da semana passada é que comecei a pensar nelas e a ansiedade foi crescendo à medida que o dia de hoje se aproximava. Ontem planeei o dia de hoje ao pormenor (as horas de acordar, o tempo que ia precisar para preparar a Leonor, as horas a que era suposto sairmos de casa), mas tal não era o nervosismo com que acordei que nada foi como planeado.

Eu sei que talvez já me devia ter acostumado, até porque não são as primeiras análises da Leonor e sei que ela as vai fazer com alguma frequência, é a rotina destas crianças, mas das outras vezes ela era muito pequenina e não foi preciso a minha ajuda, eu não assisti e desta vez eu iria ajudar e eu não sabia muito bem até que ponto eu (não a minha bebé) estaria preparada para tal. Quando é comigo nada me faz diferença, nunca tive problemas em tirar sangue para análises nem em levar vacinas (ao contrário do marido que ainda hoje parece uma criança), no entanto, estamos a falar da minha bebé, que é um bebé e para mim que sou mãe é muito frágil.

Assim que a Leonor acordou, presenteei-a com maminha (que ela tanto adora e eu já confessei outras vezes que também adoro dar-lhe) e de seguida mudamos a fraldinha, vestimos e fizemos  a preparação que nos foi recomendada.

Em Dezembro deram-nos um kit de uma pomada e uns pensos. Essa pomada é analgésica e era para colocar na zona da picada 1h antes das análises para anestesiar o local e a Leonor não sentir a entrada da agulha, mas como a Leonor não sabe o que é estar quietinha, havia pomada por todo o lado e pensei: "Que seja o que Deus quiser!"

Chegámos à hora marcada e fomos logo chamados, a enfermeira andou a palpar os bracinhos dela, depois de palpar as mãozinhas, mas devido à refegas da minha pipoca não se viam veias e a enfermeira só as conseguia sentir no bracinho, mas avisou logo que elas estavam fundas e eram fininhas e que iria tentar (se a Leonor colaborasse) não picar a bebé mais do que uma vez, isto antes de me explicar algo que eu não tinha noção, que o procedimento ia demorar um bocadinho porque tinha de encher uns 6 tubos (iguais aos nossos, não eram pequeninos e se não eram tantos pareciam e eu ia jurar que eram). Fiquei em choque e comecei a pedir a Deus para nos ajudar, que fosse rápido o quanto possível e que a minha pipoquinha não sentisse dor.

A enfermeira colocou o garrote e pediu-me para conter a Leonor (não gosto muito da palavra, mas é mesmo assim que se diz). Assim que espetou a agulha vi a minha filha a ficar totalmente vermelha e a fazer beicinho, era uma questão de segundos até começar a chorar desalmadamente e a minha reação foi começar a cantar para ela as músicas que ela mais gosta (foi vergonhoso para mim, mas o que interessava era o bem-estar da minha filhota) e consegui controlar a situação, ela em vez de chorar começou a sorrir para mim e ficou assim durante bastante tempo enquanto eu cantava para ela. Já eu não fui tão corajosa, as lágrimas começaram a aparecer e eu focava-me para que não caissem e para que a minha bebé não percebesse o meu estado porque eu acredito que passamos essas emoções para eles e consegui, continuei apenas a cantar e pensava: "Ai filha, a mãe é que precisava que cantassem para ela, porque tu estás aí toda corajosa e a mãe com as lágrimas nos olhos".

Consegui mantê-la bem disposta até ao penúltimo tubo, depois disso ela cansou-se de se sentir agarrada e o garrote começou a incomodá-la, aí não houve música que salvasse o momento, chorou tanto a minha pequenina, mas conseguiu-se tirar todo o sangue apenas com uma picadela. Obrigada meu Deus!

Depois ficou com aquela zona do bracinho com um pequeno hematoma que me explicaram ser normal devido à quantidade de sangue que lhe tiraram, para lhe colocar apenas um pouco de gelo em caso de necessidade. Peguei nela ao colinho e embalei-a até ela se acalmar. Ficámos assim juntinhas, na conversa. Tão bom!

Passados 5 minutos parecia que nada se tinha passado, já estava toda bem disposta, tal como a conhecemos e quem a conhece sabe que é verdade.

Perguntei por resultados, mas só os teremos no fim de fevereiro, até lá sei que no fundo não vou descansar o meu coração com a espectativa dos resultados, mas lá terá de ser.

Voltámos para casa já mais leves, sem aquele nervosismo que anteriormente eu transportava e preparámo-nos para uma tarde em cheio.

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