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Leonor e o Cromossoma do Amor

Este blog serve para vos falar um pouco da nossa vida enquanto pais de uma menina muito especial, pois tem o cromossoma do amor e na realidade foi isso mesmo que ela trouxe à nossa vida: muito amor!

Este blog serve para vos falar um pouco da nossa vida enquanto pais de uma menina muito especial, pois tem o cromossoma do amor e na realidade foi isso mesmo que ela trouxe à nossa vida: muito amor!

Leonor e o Cromossoma do Amor

02
Out19

Meu Querido Mês de Outubro

Neuza

E esta semana começou o mês de Outubro, um mês que me diz muito, por muitas coisas boas - tantas mesmo - como por menos boas! Ainda assim é um mês de recordações.

Este mês vai fazer 1 ano que perdi (fisicamente) uma das pessoas mais bonitas que passou pela minha vida - o meu avô Zé, o meu avô paterno! Virou estrela, a mais brilhante de todas, tal como em vida tinha um brilho imenso.

Não há um único dia que não me lembre dele: ou por conversas, ou por objetos e até por vivências...há sempre qualquer coisa que me remete para ele.

Acho que penso nele tantas vezes porque sinto que de alguma forma lhe falhei, fui fraca, fui maricas e falhei-lhe, mas espero que ele me perdoe porque nunca o fiz por mal.

Sinto que lhe falhei quando casei e não lhe contei, ele já estava acamado (o meu avô tinha Alzheimer num grau já avançado) e não queria que nos seus momentos de lucidez ele se entristecesse por não poder ir. Não havia como, ele já nem sentado se aguentava.

Entretanto ia visitá-lo sempre que ia à terrinha, até que engravidei, fiquei demasiado sensível e algo me impedia de o visitar, ele já não abria os olhos, não nos falava, eu emocionava-me e não me sentia bem...depois tive uma pequena hemorragia e decidimos que até ao fim da gravidez e após algumas gripes durante a mesma, seria melhor não o ir visitar, visto que também ele sofreu com alguns problemas com infeções pulmonares e chegou a estar internado.

Sofri muito, no silêncio, queria tanto que ele usufrui-se desta gravidez comigo, ele ia amar tenho a certeza (isto se ele estivesse bem), mas não foi assim...não consegui partilhar todas estas alegrias e todos estes momentos com ele....ele amava os netos e a bisneta, ele ia amar a Leonor, a sua segunda bisneta!

Entretanto a Leonor nasceu e durante 1 mês não fomos à terrinha, ela era muito pequenina e com todas as emoções com que fomos arrebatados, mais as consultas da nossa Pipoquinha e terapias, só em Setembro levamos o nosso rebento pela primeira vez à terra dos papás, no entanto, ainda assim não foi esta a vez que fui ver o meu avôzinho! Ela ainda precisava muito de mim, mamava de 2 em 2 horas e não conseguíamos com o calor andar muito tempo com ela na rua.

E chegou Outubro e o meu avôzinho libertou-se do seu sofrimento, logo no início do mês, não tivemos tempo de lha apresentar, não tive tempo de me despedir, não tive tempo de lhe pedir perdão, nunca foi minha intenção excluí-lo da minha vida, da nossa vida! Eu amava-o tanto, aliás eu amo-o.

No entanto, a verdade tem de ser dita e dói-me tanto tanto pensar que falhei para com ele, não há dia que não pense o quão desiludido ele pode estar comigo.

Podes duvidar de tudo avô, menos de duas coisas: da falta que me fazes e do amor que te tenho!

Perdoa-me se te falhei, tentei proteger-nos a todos e sinto que não o consegui!

AMO-TE AVÔ...ONTEM, HOJE E SEMPRE! FAZES-ME MUITA FALTA...as recordações, essas então dão cabo de mim de tão boas e felizes! Pensei que a saudade ia melhorar, para já não acontece, o coração esse vai acalmando, mas a saudade essa é eterna.

Desta neta que te ama: MEU ZÉ!

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