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Leonor e o Cromossoma do Amor

Este blog serve para vos falar um pouco da nossa vida enquanto pais de uma menina muito especial, pois tem o cromossoma do amor e na realidade foi isso mesmo que ela trouxe à nossa vida: muito amor!

Este blog serve para vos falar um pouco da nossa vida enquanto pais de uma menina muito especial, pois tem o cromossoma do amor e na realidade foi isso mesmo que ela trouxe à nossa vida: muito amor!

Leonor e o Cromossoma do Amor

17
Jan19

O Retorno ao Ativo

Neuza

E chegou o momento, o momento em que teria de sair da nossa bolha e enfrentar o Mundo novamente.

Durante a gravidez, como estava desempregada e visto que ninguém me queria dar trabalho por isso mesmo, andei a ajudar uma grande amiga com o negócio dela sempre que ela precisava de mim. E assim que me aproximei do fim do período de licença de parentalidade comecei novamente à procura (e continuo), mas voltei a ajudar essa minha amiga sempre que ela precisa, maioritariamente a part-time, o que para mim tem sido ótimo, pois consigo acompanhar a Leonor nas terapias e consultas.

Com este momento a chegar e a entrar o João no seu mês de licença, após consulta no pediatra, começámos as sopinhas, a fruta e a papa. Confesso que tenho muita sorte porque até hoje a Leonor gostou de tudo, não estranhou alimento nenhum e não fez reação alérgica alguma, mas quando foi para introduzir o biberão, aí sim foi muito difícil porque a Leonor gosta muito de maminha (Uma das coisas que sempre deixaram os médicos espantados com a Leonor foi o facto dela ser muito mamona e mamar super bem, visto que estas crianças costumam ter alguma dificuldade na pega e em mamar, com a Leonor sempre correu muito bem).

Mas, comigo fora, o pai teria de lhe dar o meu leite com o biberão. Tivemos de começar a dar também um pouco de leite artifical porque apesar de eu ter muito leite, não consigo tirar com bombas. Com a elétrica nem uma gota, com a manual consigo tirar, mas apenas  e no máximo 120ml de leite de ambas as mamas, o que não chega para alimentar a Leonor. E neste aspeto sim, os primeiros tempos de habituação foram muito complicados porque ela não queria o biberão e eram birras gigantes. Felizmente, acabei por conseguir, ao fim de muita insistência, que ela pegasse no mesmo, apesar de que sempre que estou em casa, desde que chego ao fim do dia até me ir embora na manhã seguinte, é maminha que dou, não dispenso isso.

E chegou o dia, lá fui eu trabalhar. Os 2 primeiros dias foram horríveis para os 3. Eu não conseguia estar descansada porque o João só me ligava porque ela não parava de chorar, não aceitava que ele lhe desse o biberão, começou até a questionar o facto de se calhar a filha não gostar dele e de ele próprio não estar a fazer um bom trabalho como pai com ela.

Tentei acalmá-lo, expliquei que era uma mudança grande e não era só para ele, era para ela também. Ela esteve 9 meses na minha barriga e depois mais 5 só comigo, estava habituada à mãe, era normal que ela reagisse assim, pensava eu. Expliquei-lhe que ele não estava de forma alguma a falhar como pai e tentei que ele percebesse que aquilo que ele sentia, a nossa menina também estaria a sentir à maneira dela.

Nesses dias, a Leonor teve terapia e falámos dessa situação com a nossa terapêuta e ficámos tão contentes com o que ela nos disse: "É verdade que é chato para o pai, mas acreditem que é ótimo a Leonor estar a reagir assim, é sinal que ela percebeu que houve mudanças na rotina dela e isso significa que ela está a desenvolver bem a nível cognitivo, pois por norma estas crianças são muito passivas e não têm grandes reações à mudança!". Nós estavamos cansados destes dias, mas agora muito felizes ao mesmo tempo.

Falou-nos também que, por norma, as crianças quando as mães começam a trabalhar, como os bebés sentem falta delas durante o dia, começam a haver alterações a nível do sono e mesmo as crianças que dormiam a noite toda, passam várias vezes a acordar durante a noite porque precisam de sentir a mãe. A verdade, é que cá em casa estamos a passar por isso. Ou seja, a Leonor desde que nasceu, sempre dormiu a noite completa e desde que voltei ao ativo que ela acorda sempre uma vez a meio da noite. Pego nela, dou maminha e ela volta a dormir, só precisa daquele tempinho de miminho da mamã.

Neste momento a nossa pequenina já tem 5 meses e já começaram as "rodadas" de consultas novamente e sim, já se habituou ao papá e só quer o pai, é literalmente a princesinha dele. É tão bom vê-los juntos, sou capaz de ficar horas a olhar para eles, é demais. Fico ali a admirar as pessoas que mais amo, a amarem-se de forma inexplicável.

A nossa felicidade aumenta de dia para dia e cada vez mais me sinto uma sortuda que foi honrada com este presente de Deus. O que penso hoje em dia? Penso: "Obrigada Meu Deus, não sei o que fiz para me abençoares desta forma, às vezes acho que não mereço tamanha alegria, tanto amor, mas agradeço-te do fundo do coração por Te Teres lembrado de mim para me Enviares esta luz e por me fazeres mãe desta menina linda e guerreira!"

Hoje sei, que se Deus nos deu Leonor, se ela nos escolheu para sermos seus pais, é porque ela tem muito para nos ensinar e porque sabe que nós somos capazes de a tornar uma menina autónoma e independente, completamente inserida na sociedade e é para isso que trabalhamos todos os dias.

Acabo este post com uma das palavras que mais gosto e admiro (e acho que já devem ter percebido): OBRIGADA!

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