Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Leonor e o Cromossoma do Amor

Este blog serve para vos falar um pouco da nossa vida enquanto pais de uma menina muito especial, pois tem o cromossoma do amor e na realidade foi isso mesmo que ela trouxe à nossa vida: muito amor!

Este blog serve para vos falar um pouco da nossa vida enquanto pais de uma menina muito especial, pois tem o cromossoma do amor e na realidade foi isso mesmo que ela trouxe à nossa vida: muito amor!

Leonor e o Cromossoma do Amor

10
Jan19

O Terceiro Trimestre

Neuza

O último trimestre chegou e confesso que este não foi tão simpático como os outros.

Eu, mesmo sem estar grávida, tenho má circulação e, principalmente no Verão, faço imensa retenção de líquidos, então grávida com uma barriga gigante dá para imaginar não é? Sim, tinha dois trambolhos onde deveriam estar duas pernas e dois pés.

A azia, essa voltou em altas, foi terrível. Tive de começar a fazer medicação, mas a mesma também não resultou (e atenção que fiz mais do que um tipo de medicação). Também fiquei com anemia e tive de começar a fazer ferro, para além do ácido fólico e do iodeto de potássio que já fazia desde o início da gravidez.

Neste trimestre estava bem era deitadinha e, apesar de ter imenso sono desde o início da gravidez, neste trimestre era inexplicável, quase que nem me podia sentar que acabava a dormir.

Fizemos a ecografia do último trimestre às 31 semanas. Ficava sempre super ansiosa por ir ver novamente a minha filha. Adorava. Já que ainda faltava um bocadinho para a ter nos meus braços, era assim que matava as saudades. Ela estava ótima, forte, grande e o batimento do seu coraçãozinho, sempre tão rápido e forte, era música para os meus ouvidos. Foi nesta ecografia que descobrimos que a nossa Leonor estava sentada, ainda não tinha dado a volta e por isso a minha obstetra marcou uma nova ecografia para dali a umas semanas para verificarmos se a rapariga continuava sentadinha ou se dava a cambalhota.

Por esta altura, eu e o João, já imaginavamos como seria a nossa princesinha. Seria parecida com quem? Teria o feitio de quem? Tantas vezes a imaginamos, conseguiamos fazer um desenho perfeito dela na nossa cabeça, era um quadro lindo. Para já não sabiamos responder ainda a essas perguntas, mas de uma coisa tinhamos a certeza absoluta: iamos ser tão, mas tão felizes!

Às 32 semanas fui levar a vacina da tosse comvulsa. Agora é da praxe, todas as grávidas levam e não me custou absolutamente nada, nem fiquei com o braço inchado ou com qualquer tipo de dor, foi muito tranquilo.

Neste trimestre fizemos a sessão fotográfica da nossa gravidez, que eu adorei, senti-me uma verdadeira rainha, que exibia a sua barrigona com o maior orgulho. Foi também neste trimestre que um grupo de amigos nossos se juntou e nos preparou um Chá de Bebé surpresa, foi super especial, divertimo-nos imenso e a nossa pequena recebeu imensos miminhos dos "tios" e "tias" todos.

Às 34 semanas voltamos para fazer a nova ecografia que iria ditar o tipo de parto. A Leonor continuava sentada e a minha médica acreditava que ela já não conseguiria dar a volta e eu sentia que era verdade, ela estava demasiado confortável. Claro que a opção que tínhamos era uma cesariana. Não fiquei muito contente porque sempre quis um parto normal, mas o mais importante era ter a minha menina saudável nos meus braços. E fui começando a mentalizar-me disso.

Eu por esta altura já sentia a barriga muito pesada e falei com a minha médica para marcarmos a cesariana para as 38 semanas, eu não ia aguentar até às 40. E assim foi. A Leonor estava prevista para o dia 12 de Agosto de 2018 e a cesariana ficou marcada para dia 31 de Julho de 2018.

Por esta altura fui fazer as análises sanguíneas normais e o chamado "exame do cotonete" em que é feita uma colheita com uma zaragatoa (uma espécie de cotonete de grandes dimensões) na zona do ânus, vulva e vagina, para percebermos se eu teria determinado tipo de bactérias presentes (Streptococcus do Grupo B). Caso tivesse, na altura do parto teria de fazer um antibiótico para adormecer as mesmas (o objetivo não é matar estas bactérias pois elas fazem naturalmente parte da nossa flora normal, não sendo obrigatório tê-las) e estas não infetarem o bebé.

Os resultados das análises mostravam que estava tudo bem (como sempre esteve desde sempre) e o resultado da microbiologia (o estudo das tais bactérias que eu referi à pouco) deu negativo, ou seja, eu não possuia esse tipo de bactérias e portanto não precisava de fazer o antibiótico no parto.

A partir das 35 semanas, foi horrível. A azia tinha-se intensificado e era cada vez mais difícil para mim comer, dormir e até beber água. tudo o que eu ingeria me provocava mais e mais azia. Tentei aguentar o máximo que consegui, sem dormir e a comer e beber apenas o indispensável.

E assim, ao fim de quase mais ou menos 20 kg, eis que chegou o dia de darmos as boas vindas ao nosso mundo, de conhecermos a nossa princesa.

received_2236701606564345.jpeg

received_2236701996564306.jpeg

 

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D