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Leonor e o Cromossoma do Amor

Este blog serve para vos falar um pouco da nossa vida enquanto pais de uma menina muito especial, pois tem o cromossoma do amor e na realidade foi isso mesmo que ela trouxe à nossa vida: muito amor!

Este blog serve para vos falar um pouco da nossa vida enquanto pais de uma menina muito especial, pois tem o cromossoma do amor e na realidade foi isso mesmo que ela trouxe à nossa vida: muito amor!

Leonor e o Cromossoma do Amor

25
Jun19

Onde está o amor?

Neuza

Peço desde já desculpa pelo testamento que vem aí.

Confesso que tenho tentado manter-me serena e pensar na melhor forma de abordar este assunto, mas já me está a corroer por dentro, apesar de eu não dever satisfações a ninguém, e quando começam a incomodar quem me é querido com isso e burburinhos para cá e para lá, comentários maldosos, para mim chega!

Sei que quem me é próximo não deveria querer, nem vai gostar, que eu aborde este assunto aqui, no entanto, eu pelo contrário, acho importante - necessário.

Este blog não devia servir para isto. É suposto ser um espaço de partilha e de amor, porque é apenas isso que quero na minha casa, nos meus trabalhos, para a minha filha, para mim, para o meu marido, para a minha família e amigos, ou seja para todos os que amo: alegria e amor!

Como sabem (porque já aqui escrevi), na altura em que a minha pipoquinha precisou do capacete eu estava desempregada, mas mesmo que não estivesse, não iríamos conseguir de um dia para o outro (sim, tínhamos de pagar na altura), nem naquele mês, nem nos próximos, sem qualquer tipo de ajuda os quase 3000€ que necessitávamos para o "turbante" que ela usou durante 4 meses. Tivemos quem nos emprestasse o dinheiro e com a solidariedade de todos os que se chegaram à frente para nos ajudar (e que agradeço do fundo do meu coração), à medida que nos iam ajudando fomos pagando a quem nos havia emprestado o dinheiro.

Mais uma vez (sei que me torno repetitiva), agradeço de coração a todos os que nos ajudaram, mas que solidariedade é esta que depois o que se faz é cobrar o que fazemos ou deixamos de fazer? Não acho bonito agora andarem a falar da nossa vida, nem dá esse direito a ninguém.

A minha filha tem uma conta só dela, onde só entra dinheiro que nós pais todos os meses lá colocamos (temos que pensar num futuro que poderá não ser fácil para ela, apesar de eu acreditar que esta lutadora vai vencer). Posso dizer-vos que todo o dinheiro que conseguimos com as ajudas que nos foram dadas foi inteiramente para pagar o capacete, não "sobrou" nada para a Leonor e sim, óbvio que que nós pais também colocámos dinheiro nosso, bastante até, talvez mais do que possam imaginar, mas é esse o nosso dever.

Todas as ajudas foram muito bem vindas, estamos agradecidos para a vida, mas também vos confesso que eu e o João fizemos um esforço enorme para pagar com o nosso dinheiro grande parte do valor.

E isto tudo porquê? Porque como fomos ajudados, não podemos ir passear ou passar um ou outro fim-de-semana fora em família porque segundo algumas pessoas: "andamos a usufruir do dinheiro que nos foi dado"! Não, não estamos, foi todo para ajudar a pagar a dívida do capacete e se por acaso tivesse sobrado ia diretamente para a conta da Leonor.

Esta história do capacete começou em Fevereiro. Eu comecei a trabalhar em part-time em Abril e em Maio comecei outro part-time, fazendo um full-time.

Estou fora de casa das 7h às 21h. Trabalho sábados e domingos. Tem alturas em que estou sem folgas por 15 dias seguidos. Mato-me a trabalhar e sou muito feliz assim, a fazer o que faço. Há dias em que chego a casa e já tenho a minha princesa a dormir, não a consigo ver acordada e receber o sorriso que me alegra os dias e pelo qual espero o dia inteiro. Nunca me deito antas das 0h30m ou 1h porque tenho tudo em casa para arrumar, as coisas do dia seguinte, minhas e da Leonor, para preparar e ás 6h já estou a acordar. Muitas pessoas saberão do que falo, outras nem imaginam.

E apesar de ir trabalhar um sábado e folgar o domingo (quando folgo), não posso tirar essa tarde/noite em família fora de casa porque me estou a aproveitar da bondade que tiveram para connosco, do dinheiro que nos deram? Não, não estou. Temos o nosso ordenado (agora já trabalhamos ambos).

Como sabem existem plataformas na internet que nos possibilitam arranjar uma noite em determinado local, mesmo que seja "ao lado" de casa a preços muito acessíveis. Na realidade, é com o meu dinheiro que vou usufruir do que quer que seja e se alguém que foi solidário para connosco se sentir defraudado, injustiçado, ofendido ou até mesmo arrependido é só entrar em contacto comigo para resolvermos a situação.

Não estou a ser mal agradecida, de todo, não sou assim, mas para ouvir certas coisas e fazerem quem me é querido ouvir e passar por determinadas situações, prefiro resolver retribuindo com o que me foi dado! Ou será só maldade?

Eu vivo a minha vida e não a dos outros, se todos fizéssemos o mesmo, o mundo seria muito melhor e mais feliz.

E se plantássemos amor em vez de discórdia? E se fossemos amigos e nos ajudássemos mais em vez de julgarmos os outros e apontarmos o dedo sem sabermos da vida alheia?

Dói muito saber que por minha causa, há pessoas a ser inconvenientes e desagradáveis e não diretamente comigo, mas com quem amo.

Outro assunto: a minha foto de bikini! Se fosse na praia (como sempre tirei) também levavam a mal e comentavam com maldade? Eu sei, ela não está linda (fui a primeira a admitir), a paisagem é a minha casa, mas sou eu, eu sou/estou assim! Tenho de me aceitar. Até uma simples fotografia serve para falar mal? Porquê?

Eu cá continuo a viver a minha vida, muito feliz, a postar fotos de bikini se assim me apetecer e a ir sempre que nós queiramos (eu e o meu marido) e possamos "dar um giro" por aí, nem que seja ao virar da esquina.

Querem falar, falem...é muito feio, mas estão no vosso direito! Vivam as vossas vidas e aproveitem essas energias para fazer o bem e espalhar amor.

Hoje não há foto, a tristeza no meu rosto não é bonita para ser partilhada.

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