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Leonor e o Cromossoma do Amor

Este blog serve para vos falar um pouco da nossa vida enquanto pais de uma menina muito especial, pois tem o cromossoma do amor e na realidade foi isso mesmo que ela trouxe à nossa vida: muito amor!

Este blog serve para vos falar um pouco da nossa vida enquanto pais de uma menina muito especial, pois tem o cromossoma do amor e na realidade foi isso mesmo que ela trouxe à nossa vida: muito amor!

Leonor e o Cromossoma do Amor

17
Jan19

Os 5 Meses da Nossa Pipoquinha

Neuza

Com os seus 5 mesinhos acabadinhos de fazer, levámos pela primeira vez a nossa Minion mais fofa ao Otorrinolaringologista - o Dr. Hugo Estibeiro.

Foi o Dr. Hugo que nos explicou porque é que mais facilmente estas crianças ganham infeções em relação aos outros meninos e  por isso é que temos de estar atentos. Isto porque estas crianças têm, ao nível do terço médio da face (orelhas/ouvidos, nariz e parte superior da boca), os canais mais curtos e portanto, e dando um exemplo, uma criança com um crescimento convencional quando fica constipadinha produz 10 ml de ranho, numa criança com trissomia 21 a quantidade de ranhoca produzida é a mesma, mas num canal mais pequenino. Penso que dá para perceber.

Ela foi vista e avaliada. O Dr. Hugo viu-lhe os ouvidinhos, o nariz e a boca. Está ótima a nossa menina. Perguntou-nos como correu o rastreio auditivo que é feito no dia da alta após o nascimento. A Leonor passou no rastreio, o que quer dizer que a nível dos nervos auditivos está tudo bem, mas que poderíamos repetir, fazendo um exame mais completo, quando ela for mais velhinha e quando o tempo estiver melhor (porque agora as crianças andam um pouco entupidinhas), para vermos se continua tudo bem.

Depois da consulta de Desenvolvimento que tivemos com a Leonor aos 4 meses, constatou-se que, devido à Leonor ter um lado preferencial para se deitar e passar muito tempo virada para esse lado, apesar de nós tentarmos corrigir esse aspeto, tudo se torna difícil porque ela não pára quieta, está com um dos lados da cabeça achatados em relação ao outro - plagiocefalia e por isso, a consulta de Reabilitação que iria ser apenas aos 6 meses foi antecipada para vermos o que a médica tinha a nos dizer.

Fomos então à consulta, mais uma vez a médica e a enfermeira estavam admiradas com a evolução e desenvolvimento da nossa menina e constatou-se que ela continua com um desenvolvimento equiparado á idade que tem. Ficámos super contentes, mais uma vez!

A médica de reabilitação viu então a cabecinha dela e como esta está a crescer bem e a cabecinha a aumentar o que é suposto, disse-nos que seria um caso apenas estético, que muitas vezes os pais até nem querem fazer nada porque o cabelo mais tarde acaba por tapar e para não nos preocuparmos porque aquele aspeto, a nível do desenvolvimento cognitivo, não iria interferir em nada, mas que se quisessemos, não era obrigatório, poderiamos ir a uma consulta de neurocirurgia ver o que a médica nos indicaria, sendo sempre uma opção nossa.

O meu coração de mãe achou que era importante ir, queria ouvir o que a especialista tinha a dizer, achei mesmo que era importante e foi mesmo. E ainda bem que fui. Não estava preparada para ouvir o que ouvi, mas também não saí chocada e sim esclarecida e confiante. para não falar que a médica - a Dra. Paula Rodeia - é um amor de pessoa e foi super cuidadosa com a nossa menina.

Enquanto eu segurava a Leonor, que estava a ver desenhos animados no telemóvel da médica para estar quieta, a Dra. Paula chamou o João para o lado dela e começou a fazer medições à cabeça da Leonor e a explicar o que se passava e assim o João conseguia ir vendo.

Então, o que se passa é o seguinte: é verdade que a nível cognitivo, o facto da cabeça estar achatada daquele lado não vai afetar o desenvolvimento em nada, no entanto, não seria apenas só um problema estético como a médica de reabilitação tinha referido, poderíamos vir a ter, no futuro, problemas a nível de funções. Com as medições pudemos perceber que, do lado em que a cabecinha da princesa está achatada, a orelhinha já se encontra mais para a frente que a do lado oposto e mais para a frente a Leonor poderia vir a ter problemas ao nível da função da articulação temporomandibular e conseguimos ver também que o olho referente ao lado oposto à cabeça achatada também estava mais para fora que o outro, o que mais tarde pode fazer com que ela não consiga focar bem e como tal ela tenha de começar a adotar posições com a cabeça para o conseguir fazer. Tudo o que poderíamos fazer para corrigir a Leonor nós já estavamos a fazer e a médica deu-nos os parabéns por isso, mas poderá haver a necessidade de a Leonor ter de usar durante 4 mesinhos uma espécie de um capacete para moldar a cabecinha dela e tudo ir ao sítio, no entanto, a avançarmos com isso também será apenas aos 6 meses e visto que a Dra. Paula teve casos de meninos que quando foram reavaliar, as medidas estavam a regredir, ou seja, a cabecinha estava a voltar ao sítio por si só, ela achou melhor para já não fazer nada - continuarmos apenas a fazer o que já estavamos a fazer - e reavaliar a Leonor aos 6 meses, voltando a tirar medidas e aí sim, se necessário avançaremos para o capacete. A própria médica disse que há pais que não se sentem confortáveis com o uso do mesmo e que então não se avança com o processo e que seria sempre uma escolha nossa.

Óbvio que não estavamos à espera disto, mas o uso desse capacete não me choca em nada. Se é para o bem da nossa bebé, ela será motard durante 4 meses, nem há o que pensar e foi exatamente isso que disse à médica. Tudo por ela. No fim de contas, até saimos da consulta muito felizes, porque mais uma vez, uma médica nos deu os parabéns pelo desenvolvimento da nossa pipoquinha.

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