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Leonor e o Cromossoma do Amor

Este blog serve para vos falar um pouco da nossa vida enquanto pais de uma menina muito especial, pois tem o cromossoma do amor e na realidade foi isso mesmo que ela trouxe à nossa vida: muito amor!

Este blog serve para vos falar um pouco da nossa vida enquanto pais de uma menina muito especial, pois tem o cromossoma do amor e na realidade foi isso mesmo que ela trouxe à nossa vida: muito amor!

Leonor e o Cromossoma do Amor

23
Mar20

Os Últimos Tempos

Neuza

Os últimos tempos não têm sido fáceis para ninguém, esta pandemia está a colocar-nos à prova!

A Leonor também está a sentir esta alteração na sua rotina e começa a demonstrar muita energia acumulada, mas o João tem imenso receio até de ir dar a voltinha higiénica com ela e por isso estamos a evitar ao máximo que ele saia com ela.

Sim, disse o João. É ele quem está em casa de quarentena com ela. Eu continuo a deslocar-me para ir trabalhar (confesso que por um lado me sabe bem sentir-me ativa, mas por outro estou sempre de coração nas mãos e focada na higiene e desinfeção pessoal e dos espaços). Como faço parte dos profissionais de saúde (ainda que na área da veterinária e os patudinhos não escolhem quando ficam doentes, há animais em tratamentos, há medicações e alimentações que precisam ser dispensadas aqueles que têm determinadas patologias e acabamos também por estar a falar em saúde pública, quando falamos em profilaxias), tenho ido trabalhar. Claro, que foram tomadas medidas de contingência e foram criadas algumas regras para o atendimento dos tutores e dos seus animais, sempre a pensar na nossa segurança, nas dos peludinhos e seus tutores, bem como em quem nós temos em casa, principalmente!

Se não me assusta? Muito, também tive de mudar hábitos à entrada em casa e mais por saber que a minha Pipoquinha faz parte do grupo de risco, devido à sua hipotonia, que afeta também todos os músculos que necessitamos para respirar (diafragma e músculos intercostais) e pelo facto de ainda há pouco tempo ter estado tanto tempo internada devia a uma bronquíolite e a uma bronco-pneumonia. E como me assusta, todos os cuidados são redobrados. Estou a tentar dar o meu melhor. Não quero falhar com ninguém.

Para já estamos a aguentar-nos assim, mas o João é militar e não sabemos até quando conseguiremos que ele fique em casa com ela, pois é possível (esperemos não chegar a esse ponto) que os militares tenham que se chegar à frente e que tenham mesmo de estar em campo (leia-se ajudar os profissionais de saúde nos Hospitais), mas se há coisa que aprendi com o nascimento da Leonor é que temos de pensar num dia de cada vez e dar um passo de cada vez e se tivermos de recuar um passo, para depois avançarmos com 2 ou 3 tudo bem, não tem mal.

Neste momento, a Leonor não está a ter os estímulos que precisaria, a escolinha fechou, o centro de terapia fechou, a intervenção precoce deixou de acompanhar presencialmente e como tal o acompanhamento que está a receber é apenas aquele que lhe podemos proporcionar (mesmo que com as diretrizes das terapeutas) em casa e não, não tem sido fácil, primeiro porque damos o nosso melhor, mas não somos terapeutas e não temos os conhecimentos que elas têm, depois porque ela está cheia de energia e mantê-la sossegada e focada tem sido uma missão quase impossível, ainda assim vamos tentando e dando o nosso melhor. Nos últimos tempos de terapia, antes de tudo isto, ela já não se concentrava connosco presentes na sala e começamos a deixá-la sozinha com a terapeuta e estava a correr super bem assim, agora não temos outra hipótese.

A nossa Filhota está também numa fase de birras, fá-las para tudo, porque sim e porque não, por ciúmes se me vê com o gato ou com o pai, se pego em algo que se lembrou que também quer, mas estamos a trabalhar nisso! E só me quer a mim, o que percebo perfeitamente, visto que sou a que está menos tempo com ela, mas condiciona-me no que tenho para fazer em casa. No entanto, sabem que mais? Não me importo, tudo se faz.

E não posso deixar de falar no meu Baluzinho, que é um pouco "maltratado" pela minha Macaquinha e que tem sido um pouco negligenciado. Tentamos ao máximo compensar quando ela dorme, mas sabemos, infelizmente, que ele merecia e precisava de mais atenção. E é isto que é admirável nos nossos patudinhos, é que por muito pouco que recebam, são felizes e demonstram-nos todos os dias que nos amam e que nos são fiéis independentemente de tudo. Obrigada meu gato lindo e fofo por continuares a insistir connosco para que sejamos também leais a ti, que bem mereces.

Algo que tem sido espetacular é que a escolinha fechou, mas os pequenitos não foram esquecidos. Todos os dias tenho recebido emails com atividades para fazer com a nossa Princesinha e tem sido tão giro! Mais uma vez tenho de sublinhar como estou feliz com a escolha que fiz no estabelecimento de ensino e de todos os seus funcionários, para acompanharem a minha Pequenita.

Por isso peço-vos que quem pode, POR FAVOR, fique em casa. Protejam-se a vocês e aos vossos. É possível vencermos sim, mas temos de remar todos no mesmo sentido.

Um grande beijinho de força para todos. Que o amor prevaleça sempre!

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